Paulo Geovane – Informática e Coca Cola.

Janeiro 22, 2009

Microsoft anuncia demissão de 5 mil funcionários

Arquivado em: Tecnologia — paulogeovane2005 @ 3:44 pm

A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (22) que vai demitir 5 mil funcionários em todo o mundo devido à crise econômica.

Nesta quinta, 1,4 mil funcionários já deverão deixar seus postos de trabalho, segundo a empresa. As demissões devem seguir pelos próximos 18 meses, e significarão uma economia de cerca de US$ 1,5 bilhão para a companhia.

Em comunicado oficial enviado aos funcionários, o presidente da empresa, Steve Ballmer, disse que a Microsoft “não está imune aos efeitos da economia”. Nos resultados divulgados nesta quinta, a companhia criadora do Windows apresentou queda de 11% no lucro no último trimestre.

No total, a empresa lucrou US$ 4,17 bilhões, ou 47 centavos de dólar por ação. O faturamento cresceu cerca de 1% em relação ao período anterior, e fechou em US$ 16,6 bilhões, abaixo dos US$ 17,1 bilhões esperados pelos analistas.

Janeiro 16, 2009

Diferença entre 32 bits e 64 bits (Processador)

Arquivado em: Tecnologia — paulogeovane2005 @ 2:41 pm


Tanto a Intel como a AMD já colocaram no mercado processadores que trabalham a 64 bits. Em poucos anos, esse tipo de chip será o padrão. Muita gente sabe que os modelos de 64 bits são melhores que os de 32 bits e este artigo se propõe a mostrar exatamente como e onde ocorre essas melhorias.

32 bits x 64 bits

Se você vai a uma loja de informática para comprar um computador, o vendedor pode lhe oferecer dois tipos: um com um processador de 64 bits e outro com um processador de 32 bits. “O de 64 bits é mais caro, porém é muito mais rápido e tem melhor desempenho”, lhe diz o vendedor. Isso significa que seus jogos rodarão mais rápidos, assim como programas pesados, como AutoCad, Premiere, entre outros, não? Talvez. Vejamos o porquê.

Quando nos referimos a processadores de 16 bits, 32 bits ou 64 bits estamos falando dos bits internos do chip – em poucas palavras, isso representa a quantidade de dados e instruções que o processador consegue trabalhar por vez. Por exemplo, com 16 bits um processador pode manipular um número de valor até 65.535. Se certo número tem valor 100.000, ele terá que fazer a operação em duas partes. No entanto, se um chip trabalha a 32 bits, ele pode manipular números de valor até 4.294.967.296 em uma única operação.

Para calcular esse limite, basta fazer 2 elevado à quantidade de bits internos do processador. Então, qual o limite de um processador de 64 bits? Vamos à conta:

2^64 = 1.84467441 × 10^19

Um valor extremamente alto!

Agora, suponha que você esteja utilizando um editor de textos. É improvável que esse programa chegue a utilizar valores grandes em suas operações. Neste caso, qual a diferença entre utilizar um processador de 32 bits ou 64 bits, sendo que o primeiro será suficiente? Como o editor utiliza valores suportáveis tanto pelos chips de 32 bits quanto pelos de 64 bits, as instruções relacionadas serão processadas ao mesmo tempo (considerando que ambos os chips tenham o mesmo clock).

Por outro lado, aplicações em 3D ou programas como AutoCad requerem boa capacidade para cálculo e aí um processador de 64 bits pode fazer diferença. Suponha que determinadas operações utilizem valores superiores a 4.294.967.296. Um processador de 32 bits terá que realizar cada etapa em duas vezes ou mais, dependendo do valor usado no cálculo. Todavia, um processador de 64 bits fará esse trabalho uma única vez em cada operação.

No entanto, há outros fatores a serem considerados. Um deles é o sistema operacional (SO). O funcionamento do computador está diretamente ligado à relação entre o sistema operacional e o hardware como um todo. O SO é desenvolvido de forma a aproveitar o máximo de recursos da plataforma para o qual é destinado. Assim, o Windows XP ou uma distribuição Linux com um kernel desenvolvido antes do surgimento de processadores de 64 bits são preparados para trabalhar a 32 bits, mas não a 64 bits.

A influência do sistema operacional

Ao se colocar um sistema operacional de 32 bits para rodar em um computador com processador de 64 bits, o primeiro não se adaptará automaticamente e continuará mantendo sua forma de trabalho. Com isso, é necessário o desenvolvimento de sistemas operacionais capazes de rodar a 64 bits.

O Desenvolvimento ou a adaptação de um sistema operacional para trabalhar a 64 bits não é tão trivial assim. Na verdade, é necessário que o SO seja compatível com um processador ou com uma linha de processadores, já que pode haver diferenças entre os tipos existentes. Em outras palavras, o sistema operacional precisa ser compatível com chips da AMD ou com chips da Intel. Se possível, com os dois.

No caso do Windows XP, a Microsoft disponibilizou a versão “Professional x64″, compatível com os processadores AMD Athlon 64, AMD Opteron, Intel Xeon (com instruções EM64T) e Intel Pentium 4 (com instruções EM64T). De acordo com a Microsoft, a principal diferença entre essa e as versões de 32 bits (além da compatibilidade com instruções de 64 bits) é o suporte de até 128 GB de memória RAM e 16 TB de memória virtual. Nada mais natural: se a aplicação para o qual o computador é utilizado manipula grande quantidade de dados e valores, de nada adianta ter processamento de 64 bits, mas pouca memória, já que, grossamente falando, os dados teriam que “formar fila” para serem inseridos na memória, comprometendo o desempenho.

O mesmo ocorre com o Linux. Se você visitar o site de alguma distribuição para baixar uma versão do sistema operacional, muito provavelmente encontrará links que apontam para diversas versões. O site do Ubuntu Linux, por exemplo, oferece links para processadores x86 (32 bits), Mac (chips PowerPC) e 64-bit (processadores AMD64 ou EM64T).

Você pode ter se perguntado se é possível utilizar um sistema operacional de 32 bits com um processador de 64 bits e migrar o primeiro para uma versão adequada futuramente. Depende. O processador Intel Itanium é apelidado por alguns de “puro sangue”, já que só executa aplicações de 64 bits. Assim, uma versão de 32 bits de um sistema operacional não roda nele. Por outro lado, processadores Athlon 64 são capazes de trabalhar tanto com aplicações de 32 bits quanto de 64 bits, o que o torna interessante para quem pretende usar um SO de 32 bits inicialmente e uma versão de 64 bits no futuro.

AMD64 e EM64T

Ao serem citadas anteriormente, você pode ter se perguntado o que significa as siglas AMD64 e EM64T:

AMD64: originalmente chamado de x86-64, AMD64 (ou AMD64 ISA – Instruction Set Architecture) é o nome da tecnologia de 64 bits desenvolvida pela AMD. Um de seus destaques é o suporte às instruções de 32 bits (Legacy Mode);

EM64T: sigla para Extended Memory 64-bit Technology, o EM64T é tido como a interpretação do AMD64 feita pela Intel. Devido a isso, recebeu de alguns a denominação iADMD64 (o “i” faz referência à primeira letra do nome da Intel).

Janeiro 14, 2009

HP lança PC com touchscreen

Arquivado em: Tecnologia — paulogeovane2005 @ 2:20 pm

Nesta terça-feira, 7, a Hewlett-Packard apresentou seu PC com tela sensível ao toque, o HP Touchsmart IQ501BR, com o preço sugerido de R$ 6,5 mil reais.

Com processador Intel Core2Duo T5850, 4 GB de RAM, 500GB de HD, 5 portas USB 2.0, leitor de cartão de memória 5 em 1, sintonizador de TV em alta definição, leitor/gravador de DVD (sem blu-ray, pena) e a tela sensível de 22” (1680×1050), o computador é um verdadeiro centro de entretenimento doméstico.

O grande diferencial do novo HP é o software Touschsmart, elaborado especialmente para ser usado com a tela de toque sensível. Ele conta com ícones grandes e barras de rolagem ideias para os dedos e, logo na primeira tela, é possível encontrar vários aplicativos em uma barra que rola para os lados, igual ao iPhone.

Pode se dizer que o HP Touchsmart é um bom computador com preço alto (R$ 6,5 mil) e, apesar de ser possível conseguir um PC com uma configuração parecida por um preço bem menor, a tela sensível ao toque faz a diferença.

Fica a dica: se você tem dinheiro sobrando e quer um PC diferente, o Touchsmart pode ser uma boa opção.

Saiba como fugir de golpes na hora de consertar o micro

Arquivado em: Tecnologia — paulogeovane2005 @ 11:19 am

Muitas pessoas têm receio de que são enganadas sempre que levam seus carros ao mecânico. Nomes técnicos complexos, orçamentos confusos marcam estes momentos.

A mesma regra vale para o mundo dos eletrônicos, principalmente computadores. Sempre que eles apresentam problemas, a maioria dos usuários fica com expressão de interrogação, e ao levar para a assistência técnica, fica a dúvida: estou sendo enganado? Nem sempre é possível responder esta questão, mas vou dar algumas dicas para evitar ser enganado na hora do aperto.

Para começar, quero frisar que, como em todas as profissões, existem profissionais honestos e trabalham de forma correta e justa. Existe uma pequena parcela, mal intencionada, que usa da falta de conhecimento das pessoas para tirar vantagem.

Quanto mais informada for a sociedade, sobre os mais variados temas, menor a chances destas pessoas conseguirem sucesso em suas investidas. O propósito desta coluna, desde seu surgimento foi sempre este, levar informação para que as pessoas possam conhecer mais e melhor o mundo da tecnologia.

Vou listar algumas dicas, importantes para evitar se enganado quando necessitar de assistência técnica em seu computador.

>>>> Conheça sua máquina

É importante conhecer o seu computador, ter em mãos um inventário dos componentes físicos dele. Assim, pode saber se o que o técnico diz que trocou foi mesmo trocado, e se, eventualmente nada além do combinado foi removido da máquina.

Um meio de conhecer a máquina, é usar um programa que faça o inventário de componentes. Um dos softwares mais usados para esta função é o WinAudit, que permite salvar um inventário completo do PC. Você pode encontrá-lo no Baixatudo, basta seguir este link.
Vamos ver como fazer isto:

WinAudit: inventário completo com as informações do PC (Foto: Reprodução)

Não é necessário instalar o programa. Logo após baixá-lo para seu computador, basta abrir o executável, que o programa irá levar alguns segundo para diagnosticar os itens de hardware e software do computador, exibindo na seqüência uma lista completa.

Por ser completa, a análise pode ficar confusa a maioria das pessoas, por isso, é recomendável limitar um pouco seu escopo, deixando apenas o que é importante. Para tal, após a conclusão da análise inicial, realizada automaticamente pelo programa, clique no botão opções. Deixe marcados os itens: Sistema Operacional, Periféricos, Dispositivos de Hardware, Capacidade de Exibição, Adaptadores de Exibição, Versão da BIOS, Processadores, Memória e Discos Físicos.

Feito isso, conclua as alterações e clique no botão auditar. O programa irá realizar uma nova análise do PC, deixando apenas os itens que interessam.
Pronto, o inventário do PC está feito. Usando o botão salvar, é possível gravar um arquivo no formato HTML, que é aberto por qualquer navegador, e também é possível imprimir direto do programa.

Mas, que itens são relevantes? O que devo prestar a atenção?

Peças como a placa mãe, o HD, unidades de CD/DVD, memórias, processadores, placas de vídeo e som podem ser trocados à revelia do que foi acertado com a assistência.

O programa mostra informações sobre o modelo, fabricante e número de série de cada uma destas peças, basta comparar os dados antes e depois da manutenção, se, por exemplo, um pente de memória mudou. Se este item não fazia parte do orçamento, você pode reclamar com a assistência, já que uma troca indevida de peça foi realizada.

>>>> Orçamento, sempre

Sempre peça um orçamento, detalhando o defeito, e que peças eventualmente precisarão ser substituídas. O orçamento deve conter o valor da mão de obra e prazo para realização do trabalho. Também é importante verificar se o orçamento contém as formas de pagamento.

>>>> Consultar preços

Claro que diante de um problema e o computador sendo ferramenta imprescindível de trabalho para muitas pessoas, ficar uns dias a mais sem PC para ter ao menos dois orçamentos pode não ser viável, contudo é importante sempre ter em mãos uma segunda opinião.

Lembre-se: o mais barato nem sempre é a melhor opção, o que vale é avaliar os laudos e ver aquele que parece ser mais coerente.

>>>> Informações pessoais

Os computadores pessoais estão recheados de arquivos pessoais, e nem sempre é possível remover coisas secretas do PC antes de enviá-lo para a manutenção, é prudente pedir à assistência um termo de confidencialidade, que garante de que seus dados pessoais não serão copiados sem sua anuência, garantido assim sua privacidade.

>>>> Indicação é um caminho

Caso conheça alguém da área, esta pessoal pode ser uma boa referência para indicar uma assistência técnica ou mesmo um técnico particular que pode avaliar o problema. Mesmo em uma conversa breve, este conhecido tem como emitir uma opinião superficial do problema, que serve de baliza para os orçamentos que serão apresentados pelas empresas especializadas.

Se seus contatos no mundo da TI – tecnologia da informação – não souberem ajudar, não os culpe. Existem muitos profissionais que não entendem nada de hardware, isso não é um erro ou falha do profissional.

Assim com em medicina, que existe uma formação básica, e uma vasta gama de especialidades que o profissional pode seguir, o mesmo ocorre com TI. Um ortopedista não vai saber responder completamente uma questão a ser tratada com um neurologista, mesmo ambos sendo médicos.

>>>> Pesquise as assistências técnicas

A internet é uma fonte inesgotável de informações sobre todo tipo de coisa. Convém realizar uma busca pelo nome da assistência, assim pode coletar dados sobre aquele estabelecimento.

Esta regra também vale na hora de encontrar um lugar para levar o computador. Acredito que neste item mora a maior dúvida das pessoas. Onde vou levar meu PC? Como pesquisar uma assistência?

O primeiro lugar onde você deve pesquisar uma assistência técnica é com o fabricante do PC ou dos componentes. Geralmente os equipamentos acompanham manuais e junto a eles, há uma lista de locais para assistência.

Caso não tenha este guia, é prudente entrar em contato com a loja que realizou a venda, por mais que eles não prestem assistência, o que é o caso de grandes redes varejistas que atualmente encabeçam a venda de computadores, certamente têm uma lista de empresas que prestam este serviço.

>>>> Dicas para não ser enganado

Foi-se o tempo em que vírus danificavam itens de hardware. É muito raro ocorrer dano físico na máquina. O que a assistência vai fazer é realizar rotinas de varredura e remoção de pragas virtuais e o custo estará centrado na hora de trabalho do profissional. Mas, eventualmente, há necessidade de troca de peças.

Um componente que tem um índice elevado de problemas, devido a uma série de fatores, são as fontes de alimentação. Ela pode vir a queimar por estar ligada a uma rede elétrica deficitária e não aterrada, ou mesmo por grandes variações de voltagem ocasionada por raios e afins.

A fonte queimando o PC para de funcionar na hora, e basta cheirar próximo a ela para sentir o odor de queimado, nestes casos, geralmente basta trocá-la, que o PC volta a operar normalmente.

Há casos em que a fonte fica desregulada, passando voltagem errada para dentro do PC. Alguns fabricantes, como a Asus, disponibilizam software que monitoram a voltagem que chega em cada componente, alertando caso não esteja dentro de uma margem segura para a operação do PC. Estes softwares de monitoração acompanham a placa mãe, e vem nos CDs de controladores. Também pode ser encontrado no site do fabricante, para transferência.

Em muitos casos a máquina trava no meio do trabalho, sempre respeitando um certo intervalo de tempo. Este tipo de problema pode estar ligado ao aquecimento de componentes. Peças como cooler do processador, fonte, cooler da placa de vídeo, ventoinhas do gabinete provavelmente precisarão ser trocadas.

Também convém saber se a assistência irá realizar uma limpeza completa do interior da máquina, a poeira pode gerar a parada ou a redução dos giros das ventoinhas, reduzindo a capacidade de dissipação do calor, gerando o aquecimento acima do normal.

A famigerada tela azul do Windows pode caracterizar um problema um pouco mais grave, onde se faz necessário trocar a placa mãe ou mesmo pentes de memória. Alguns travamentos também entram neste tipo de caso.

>>>> Considerações finais

Ter um técnico de confiança, assim como um mecânico ou técnico de geladeira, é importante. E confiança se ganha com o tempo. Importante também é divulgar empresas e profissionais ruins, que prestam um serviço de baixa qualidade ou enganam o consumidor. O oposto também é vital: falar de quem faz a coisa certa, ajudando outras pessoas a encontrarem estes profissionais, fazê-los conhecidos movimenta o mercado e acaba tirando a notoriedade de quem é ruim.

Janeiro 13, 2009

O que é: backbone

Arquivado em: Tecnologia — paulogeovane2005 @ 1:06 pm

O backbone, tradução de “espinha dorsal”, é uma rede principal por onde passam os dados dos clientes da internet. No Brasil, as empresas BrasilTelecom, Telecom Italia, Telefônica, Embratel, Global Crossing e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) prestam esse serviço. Essa mesma rede também é responsável pelo envio e recebimento de dados entre grandes cidades e até entre Brasil e outros países.

Por ser a rede principal, o backbone captura e transmite informações de várias redes menores que se conectam a ele. Quando o usuário envia um e-mail, por exemplo, essa informação vai de sua rede local para o backbone e, então, é encaminhada até a rede de destino. O mesmo acontece quando o internauta acessa informações de um site: elas têm de passar pelo backbone até chegarem à rede local do usuário.

“O backbone pode ser comparado a uma grande estrada. Durante toda a sua extensão há entradas e saídas para diversas cidades, que seriam essas redes de menor porte. Todas essas vias [ou pequenas redes] estão conectadas à estrada principal [backbone]”, compara Eduardo Parajo, presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Internet (Abranet).

Vale a pena instalar Windows no computador com Linux?

Arquivado em: Tecnologia — paulogeovane2005 @ 12:51 pm

Um exemplo: o UOL Tecnologia usou um notebook com processador Celeron Móbile 540 1,86 GHz, disco de 160 GB e memória RAM de 2 GB —e Linux instalado de fábrica.

A máquina se mostrou satisfatória a usuários que querem realizar tarefas simples: um aplicativo de mensagens chamado Kopete já veio instalado e configurá-lo com a conta do Windows Live Messenger (o velho MSN) foi muito fácil; uma câmera digital foi reconhecida sem que fosse necessário instalar nenhum drive; e mesmo as músicas de um iPod podem ser ouvidas e sincronizadas no computador por meio de um programa chamado Amarok —é verdade que a interface não é muito parecida com a do iTunes, o que pode incomodar alguns usuários.

O computador também veio com o BrOffice.org instalado, conjunto de programas muito parecido com o Microsoft Office, mas gratuito; com um software para gravação de CD e o editor de fotos Gimp.

A principal dificuldade encontrada entre as tarefas básicas para um usuário leigo foi ajustar a rede para se conectar à Internet sem fio —é preciso inserir uma senha de administrador para configurar o acesso.

Outro problema, bem menor atualmente, é o de compatibilidade. Alguns modelos de impressoras e câmeras digitais não são reconhecidos —mas um número bem grande de dispositivos já é identificado automaticamente nas últimas versões do Ubuntu, sem necessidade de drives. Softwares mais específicos, como alguns programas de gestão empresarial, games e até o Photoshop, não possuem versão para Linux ainda.

CD pirata e a inclusão digital

Assim, grande parte das pessoas que compra máquinas com Linux acaba colocando Windows, conforme avalia Clóvis Valério, diretor de operação da Amazon PC. “A maioria dos usuários faz isso [compra com software livre] por motivo de preço, não por que gosta do Linux, que não é tão fácil de mexer.”

Essa economia a que Valério se refere vem da adoção de cópias ilegais do sistema, já que custa mais comprar um computador com Linux e, depois, adquirir uma licença do Windows separadamente do que comprá-lo instalado.

Para se ter uma idéia, um computador com Linux que tenha Core 2 Duo, 2 GB de memória e um disco de 500 GB custa R$ 1.300; em paralelo, um PC com a mesma quantidade de memória e um disco de 250 GB sai por R$ 1.200. A versão Home Basic do WindowsVista custa R$ 299.
Em 2007, 59% dos softwares vendidos no Brasil eram piratas, segundo levantamento da Business Software Alliance (BSA), publicado em novembro.

Roberto Prado, gerente de estratégia de mercado da Microsoft, da Microsoft, acredita que falta informação na hora de comprar o micro e muitas pessoas nem sabem diferenciar Windows de Linux. “Quem, às vezes, decide trocar o sistema não é quem comprou, mas seus filhos”, arrisca ele.

Com Linux, sem vírus nem tela azul

O software livre tem também suas vantagens: há menos chance de a máquina ser infectada, as atualizações são gratuitas e o sistema sofre menos com travamentos que o Windows, além de ser mais leve —e mais rápido.

“Eu não vejo nenhuma vantagem em usar Windows hoje em dia. Com Linux, você também pode acessar a Internet, escrever e-mail, um texto, fazer planilha, etc.”, defende Adilson Oliveira, engenheiro de campo da Canonical, empresa que distribui o Ubuntu.

Oliveira observa que, em alguns casos, o problema é a distribuição que vem no computador. Isso porque existem diversos tipos de Linux, alguns mais fáceis de usar do que outros.

Se este for o seu caso e você quiser tentar outra versão do sistema antes de partir para o Windows, teste baixar o

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